02/08/2017

Drave, a aldeia perdida


Drave fazia parte dos nossos planos de escapadinha há uns bons meses. O Tiago, como escuteiro que foi já lá tinha andado, mas eu não. E a curiosidade era muita, depois de ter visto o documentário "Uma montanha do tamanho do homem". Finalmente, dedicamos um belo sábado de Julho a este maravilhoso passeio.


Conhecida como aldeia mágica, e desabitada desde 2000, Drave fica aninhada entre as Serras da Freita, Serra de São Macário e Serra da Arada, concelho de Arouca. Deixamos o carro na aldeia de Regoufe e desde aí até Drave são quatro quilómetros, que levam cerca de 1.30h a percorrer.


O terreno é pedregoso e o percurso começa com uma subida bastante íngreme, mas os oito quilómetros de ida e volta, fazem-se bem, com um nível de dificuldade baixo. 


A envolvência destas serras é bastante árida mas o isolamento deste sitio e as vistas são deslumbrantes.

 


O primeiro momento alto do passeio é vislumbrar bem ao longe a aldeia. Drave faz jus à designação de "mágica", há realmente algo de especial neste aglomerado de pequenas casas, meio desfeitas, perdido no meio de serras. Quem se lembraria de se estabelecer aqui?

Na verdade, é bem remota a primeira referência a Drave, data do reinado de D. Dinis, sec XIV.

 




As pitorescas casas da aldeia são construídas em xisto e os telhados, pelo menos os que ainda permanecem, são em lousa, abundante nesta região.

No meio do xisto destacam-se duas construções, a capela de Nossa Senhora da Saúde e o "solar dos Martins". A família Martins é conhecida em Drave desde o sec XVIII e Joaquim Martins foi o último habitante a deixar Drave, em 2000, pouco depois do telefone chegar a estas paragens, em 1993.


Desde 1995 que foi criada em Drave uma Base do Corpo Nacional de Escutas. Algumas casas têm sido compradas e estão a ser recuperadas pelos escuteiros. É bom saber que esta deliciosa aldeia não vai ser esquecida.


Para retemperar energias, nada melhor que espraiar junto à piscina natural, no sopé da aldeia. De água cristalina e com pequenas cascatas, chama para um mergulho.



Já de volta a Regoufe, cruzamo-nos com a D. Fátima, pastora  e proprietária do restaurante de Regoufe. Uma figura muito simpática, que viemos a saber, é nora do Sr. Martins, o último habitante de Drave. Tudo em família, portanto! :)




SHARE:

6 comentários

  1. Olá Ana, não conhecia e achei impressionando de lindo! Uma aldeia perdida no tempo! bj

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Olá Val! Para quem vem de Lisboa fica mais longe mas é uma optima escapadinha de fim-de-semana. Beijinho

      Eliminar
  2. Olá Ana e Tiago, Gostei das fotos e das informações. Recordar é viver.Já andei por essas paragens. Com os meus sessenta e tais de idade, não foi muito fácil lá chegar, mas compensou. Retemperamos forças com um agradável piquenique e convívio. Valeu o esforço.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Exercício no meio da natureza e chegar a um sítio destes vale muito a pena em qualquer idade! :) Beijinho

      Eliminar
  3. Ana, morei um ano em Lisboa e amei tudo o que conheci de Portugal. Essa aldeia com certeza faltou. Espero um dia poder voltar.
    Abraço!

    ResponderEliminar

© Anantique. All rights reserved.