23/08/2018

O cavalo-de-pau


Lembro-me deste cavalo de pau, mais ou menos desde que me conheço. Foi meu companheiro de muitas brincadeiras e aventuras.

Ao aproximar-se a chegada da Clara e na azáfama da decoração do quarto, lembrei-me do cavalo de pau, há muito esquecido.
Na verdade, este sobrevivente resistiu a mudanças de casa e a muitos anos de abandono na garagem. Faltava restituir-lhe a vida de outrora, com um toque de modernidade.




Para lhe dar um ar mais orgânico e natural, queria que viesse ao de cima a madeira de pinho, escondida por baixo de camadas de tinta. 

O trabalho consistiu desmontar o pequeno cavalo e lixar toda as partes, com excepção da cabeça. A cabeça seria muito difícil mexer, sob pena de desvirtuar a peça, por isso optei por deixá-la tal como estava. 
Depois de todo lixado, os pés do baloiço foram pintados, novamente, de vermelho, de forma a combinar com a pega da cabeça e a manter uma ligação com o brinquedo que tinha sido um dia. O corpo do cavalo foi deixado em pinho e no final encerado com cera natural.
E aqui está o resultado.




Fico contente sempre que consigo dar uma nova vida a uma peça e mais ainda aquelas que de alguma maneira têm um valor que vai muito além do material. Quem sabe se o velho cavalo de pau não chegará um dia a uma terceira geração? 

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2 comentários

  1. Olá Ana, achei um trabalho fantástico! uma forma de trazer o tradicional cavalinho para este século. Quando vi no instagram, pensei que as partes em pinho seriam elementos novos, mas afinal, não. Adorei o resultado. Mesmo. De muita sensibilidade. Bjs

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  2. Obrigada Val, também gostei do resultado e o melhor é ser uma peça com valor sentimental :)

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