25/10/2016

Casquilhos de porcelana

Compramos estes casquilhos de porcelana na Feira da Ladra, ao que parece eram da iluminação pública de monumentos. Perfeitos para sustentar as lâmpadas de filamentos que eu adoro!

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20/10/2016

Up...cycling


Há tempos tropecei no termo upcycling. À primeira vista podia relacionar-se com cycling, ciclismo, mas não. Upcycling é aproveitar algo sem valor comercial que seria descartado e transformá-lo em algo diferente, com novo uso e propósito, sem passar pelos processos transformadores químicos e físicos da reciclagem. É reutilizar um material que se tornaria lixo, aproveitando as suas propriedades originais. É a arte da reutilização.

O termo foi usado pela primeira vez em 1994 pelo empresário e ambientalista alemão Reine Pilz, numa entrevista. "Reciclagem", disse, "Eu chamo isso de downcycling. Quebram-se tijolos, betão, eles partem tudo. O que precisamos é de upcycling, onde é dado mais valor aos produtos antigos e não menos".
Mas só em 2002, no livro Cradle to Cradle: Remaking the Way we Make Things, o termo alcançou os olhos do público. Nele, os autores William McDonough e Michael Braungart afirmam que o objetivo do upcycling é evitar o desperdício de materiais potencialmente úteis, reduzindo o consumo de novas matérias-primas durante a criação de novos produtos e o consumo de energia, a poluição do ar e da água e as emissões de gases de efeito estufa, resultantes dos processos industriais da reciclagem. Isto torna a prática ainda mais positiva, do ponto de vista ecológico, do que a própria reciclagem.
O upcycling adapta-se a variadíssimos materias e peças. Na verdade, é o que tenho vindo a fazer quando apanho peças da rua, prontas a serem destruídas e lhes dou uma nova vida. Para além de ser uma maravilhosa ocupação dos tempos livres ainda reduzo a pegada ecológica. Haja tempo e espaço!

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13/10/2016

Janelas velhas para quê?

As janelas do antigamente tinham muita piada. De guilhotina ou não, todas tinham ladrilhos de vidro, de maior ou menor tamanho, encaixados na estrutura de madeira.
Nas recuperações de casas que, felizmente, tanto se vê hoje em dia, muitas vezes estas janelas não são aproveitadas. Por isso, tal como contei no post anterior, podemos deparar-nos com peças destas na rua, entregues ao lixo.

Caso isso aconteça, ficam algumas sugestões para que fazer com janelas velhas de ladrilhos.
Na verdade, são decorativas mas servem também diversos propósitos.
Nada se perde, tudo se transforma :)

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06/10/2016

Era uma janela para o Príncipe Real

Encontrei-as na bonita Rua de O Século, que liga a Praça do Príncipe Real à Calçada do Combro. Esta rua foi em tempos chamada de Rua Formosa, mas depois da implantação da República passou a chamar-se Rua de O Século. O nome advém do jornal fundado em 1881 e que, durante muitos anos funcionou aqui. Fechou no final da década de 70. Foi também o berço de Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, que aqui nasceu, no Solar da família Carvalho. Curiosamente, foi próximo deste palacete, um dos muitos desta aristocrática rua, que me deparei com estas janelas, abandonadas à sua sorte. Pela estrutura e pelo tipo de vidro, bem se vê que têm muitos e bons anos. Resta saber a qual destes muitos palacetes pertenceriam.

Para além da estética que reveste a transformação de uma peça antiga, gosto realmente de tentar saber um pouco mais, de onde vieram, a quem pertenceram, como chegaram a mim, um deslindar de  tempos passados.

Estas janelas hoje, que escrevo sobre elas, levaram-me ao Marquês de Pombal. Tantas vezes faço a rua de O Século e não sabia quem a rua viu nascer.

Mas que é feito das janelas?

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